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Rodrigo Kupfer (São Paulo, 1985) é um artista que explora seu presente através da memória, da prática da intimidade e a revisão contínua da identidade coletiva.

Procedente de uma geração amante da cultura pop asiática do final do século XX, Rodrigo analisa, interpreta e representa as suas novas personagens desde a complexidade emocional e sensorial que atravessam as manifestações básicas dos seres humanos.

A prática poética e crítica de Kupfer, nos convida sempre a pensar acerca de lugares invisíveis ou das geografias que foram apagadas ou silenciadas ao longo da construção cultural do nosso tempo.
Desejos, encontros, fragilidades e intimidades são temas que ocupam um lugar especial no seu trabalho, para fazer-nos refletir sobre as nossas componentes mais universais a partir de figuras masculinas sempre em contínuo estado de exploração.

Praticante e ativo transformador da geografia urbana, Rodrigo cria novos personagens que talvez já reconheceu nas ruas e praças das suas cidades imaginadas. Nas suas mãos, figuras anônimas se elevam à categoria de super-heroínas ou seres mitológicos, adicionando a magia do dia a dia seu que torna o seu mundo numa experiência mágica.

A obra de Rodrigo Kupfer, presente em numerosas exposições coletivas e publicações artísticas desde há mais de uma década, recolhe um imenso número de perguntas e nunca respostas fiéis às inquietações que alimentam o seu mundo criativo.
As suas visões funcionam como eficazes espelhos que questionam os próprios desejos, contradições e prejuízos do observador que se aventura a mergulhar além do que é simplesmente visível em todos seus trabalhos.

Rodrigo Kupfer (São Paulo, 1985) is an artist who explores his present through memory, the practice of intimacy, and the continuous revision of collective identity.

Coming from a generation deeply passionate about Asian pop culture at the end of the 20th century, Rodrigo analyzes, interprets, and represents his new characters through the emotional and sensory complexity that permeates the fundamental manifestations of human beings.

Kupfer’s poetic and critical practice continually invites us to reflect upon invisible places and geographies that have been erased or silenced throughout the cultural construction of our time. Desires, encounters, vulnerabilities, and intimacies occupy a special place in his work, encouraging us to reflect upon our most universal dimensions through male figures always engaged in a continuous state of exploration.

As an active practitioner and transformative force within the urban landscape, Rodrigo creates new characters that he may have already encountered in the streets and squares of his imagined cities. In his hands, anonymous figures are elevated to the realm of superheroes or mythological beings, adding the magic of everyday life that transforms his world into a magical experience.

Rodrigo Kupfer’s work, featured in numerous group exhibitions and artistic publications for more than a decade, gathers an immense number of questions, rather than offering definitive answers to the concerns that fuel his creative world. His visions function as powerful mirrors, questioning the observer’s own desires, contradictions, and prejudices, inviting those who venture into his work to look beyond what is simply visible.

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